domingo, 13 de julho de 2008

I Torneio Ana Hormigo



Realizou-se ontem, 12/07/2008, no dojo do Atlético Cube Fundanense, um torneio por equipas, que englobou vários escalões etários, constituídas com judocas da Universidade Lusófona, União Albicastrense, Clube Desportivo de Alcains, Atlético Cube Fundanense, Academia de Judo de Castelo Branco e Escola EB 2/3 do Paul. Ao torneio foi dado o nome de Ana Hormigo, que também esteve presente, embora não tendo competido.
Foi um acontecimento que se desenrolou num espírito desportivo e de amizade, que se espera sirva de modelo, alargado a todos os clubes, e que seja realizado várias vezes, com regularidade, ao longo do ano desportivo, com o objectivo evidente de melhorar a performance dos nossos judocas, que, na verdade, têm necessidade fundamental do elemento competitivo na sua formação. Verificou-se também que foi possível simplificar processos e realizar um evento destes sem grandes gastos financeiros.
Esteve presente o Mestre António Morais, 6º Dan, que deu todo o apoio à iniciativa, e que foi de facto o elemento de união fundamental ao evento.
Foram atribuídas medalhas aos atletas e troféus relativos aos lugares das equipas. Foi concedido um prémio ao melhor ipon executado durante a prova ao judoca Tiago Mota, e outro, aquele que mais se distinguiu, de revelação, ao judoca João Martins.
O Atlético Clube Fundanense, clube anfitrião, no final da prova, pela mão de Sérgio Carvalho, homenageou André Duarte, António Morais, Abel e Ana Hormigo, com a entrega de quadros relativos à modalidade.
PS - No evento esteve também presente o professor e faixa preta de Jiu-Jitsu Brasileiro, Alex Machado, aluno de Judo de António Morais.

sábado, 5 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Estágio JudoAventura, 20º Aniversário da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco


O Estágio de Verão JudoAventura 2008 realizou-se no Fundão nos dias 28 e 29 de Junho, destinado aos judocas dos Clubes do Distrito de Castelo Branco nascidos em 1996, 97 e 98.
Esta acção contou com mais de meia centena de judocas pertencentes à Academia de Judo de Castelo Branco; Centro Social Padres Redentoristas; Externato Cap. Santiago de Carvalho, de Alpedrinha; Vitória de Sto António, da Covilhã; Casa do Benfica, de Penamacor; Bombeiros Voluntários de Idanha-a-Nova; e ao clube anfitrião, Atlético Clube Fundanense.
Foi objectivo deste evento proporcionar aos pequenos judocas várias actividades: algumas relacionadas com o desporto / aventura; outras de cariz cultural, como por exemplo a visita ao Museu Arqueológico Municipal José Monteiro e passeios pela Cidade; outras ainda desenvolvidas nas piscinas municipais; e em concreto as actividades pedagógicas, as aulas de Judo.
O estágio serviu também para criar e desenvolver a autonomia das crianças, visto ter sido, em alguns casos, a sua primeira noite fora dos pais. A sala de Judo do Atlético Clube Fundanense serviu também para os judocas pernoitarem, sendo a maioria das actividades realizadas no Pavilhão.
A responsabilidade técnica do estágio foi dos Treinadores Jorge Fernandes e José Melo - um dos fundadores do Judo Fundanense - com a colaboração de Bruno Torres, Luis Aragonez, Tiago Mota e Nuno Rosa.
A comemoração do 20º Aniversário da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco integrou o estágio JudoAventura, realizando-se no seu encerramento um Torneio/Convívio, por equipas.
Este Torneio foi de elevada importância, não só pela participação e empenho de todos, mas sobretudo pelo conhecimento que adquiriram das regras e de todo o envolvimento que caracteriza a competição adaptada a este escalão etário.
O código moral da modalidade foi ainda transmitido e explicado através das palavras: “Educação, Coragem, Sinceridade, Auto-Controle, Honra, Modéstia, Amizade e Respeito”, palavras bem referenciadas nos certificados que todos receberam.
A Associação Distrital de Judo de Castelo Branco agradece ao Município do Fundão e ao Atlético Clube Fundanense pela colaboração prestada.


postado por JF (ADJCB)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

estágio de judo no Fundão, nos próximos dias 28 e 29


Vai realizar-se nos próximos dias 28 e 29 um estágio para pequenos judocas, no Fundão, organizado pela Associação Distrital de Judo de Castelo Branco, denominado de Judo Aventura 2008. Para além dos treinos de judo irá haver diversas actividades lúdicas e a concluir um torneio de judo. Depois é desejar boas férias grandes aos pequenos judocas.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

demonstração de judo com Pedro Dias e Ana Hormigo, depois de amanhã, dia 21, pelas 21HOO



Vai realizar-se uma demonstração de judo com os atletas olímpicos Pedro Dias e Ana Hormigo no dia 21 de Junho de 2008, pelas 21 horas, no Centro Cívico, Docas, em Castelo Branco, organizada pela empresa TECNOFORMA e apoiada pela Associação Judo Clube União Albicastrense.
Os judocas que participarem devem comparecer já equipados de Judogi e chinelos, cerca de 10 minutos antes do evento.

terça-feira, 17 de junho de 2008

judocas em estágio na selecção


O Estágio conjunto das Selecções Femininas Sénior e de Esperanças teve em vista a preparação para os Jogos Olímpicos e Campeonato da Europa de Esperanças. O estágio decorreu no dia 10 de Junho em Lisboa com a participação de Ana Hormigo, sénior, e Carolina Gonçalves, esperança, ambas do C. U. Albicastrense.

Os dias 13,14 e 15 de Junho foram reservados para mais um estágio, desta vez realizado em Rio Maior, onde Hormigo deu continuidade ao trabalho de preparação para os Jogos Olímpicos.


postado por JF(ADJCB)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

judo em movimento





Judocas de Penamacor em Paris

Face à geminação entre as localidades de Clamart e Penamacor a nível cultural e desportivo, quatro judocas da Casa do Benfica de Penamacor representaram a vila num Torneio / Estágio Internacional realizado entre 30 de Maio e 1 de Junho.
Os atletas André Relvas, Bruno Brito, Tiago Araújo e Rodrigo Mota, acompanhados pelo treinador Nuno Mateus, constituíram uma equipa desde o escalão de juvenis ao de seniores, conseguindo alcançar a 3ª posição.
Um dos grandes momentos da acção foi também a presença do Mestre Shozo Awaza, 9º Dan, fundador da modalidade em França, que orientou uma pequena parte do estágio dirigida sobretudo aos judocas mais novos.
Esta deslocação dos judocas de Penamacor a França teve o apoio imprescindível da Câmara Municipal de Penamacor, registando-se também grande envolvimento e empenho dos participantes.


Hormigo é 2ª em Bucareste / Roménia


A Selecção Feminina Sénior, dando continuidade ao plano de preparação olímpico da Federação Portuguesa de Judo, participou na Taça do Mundo em Bucareste entre 7 e 8 de Junho.
A albicastrense Ana Hormigo ficou em 2º lugar na categoria de -52 Kg, igualando todas as colegas portuguesas, que conseguiram também excelentes resultados.


Estágio Nacional de Katas


Realizado em Miranda do Corvo, entre 7 e 9 de Junho, teve a participação dos treinadores António Moraes, Jorge Fernandes e José Melo, que integram o Conselho Técnico da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco. Esta acção, destinada sobretudo a treinadores, foi orientada pelo Mestre Justo Canales. O Mestre espanhol é um dos mais credenciados do Mundo em matéria de Katas, tendo vindo pela primeira vez a Portugal, já há alguns anos, a Castelo Branco, como resultado de encontros anteriores, no Kodokan, Japão, com Jorge Fernandes e António Moraes




O Judo na área administrativa


esteve também em “campo”, realizando-se a Assembleia Geral Ordinária da Associação Distrital de Judo de Castelo Branco no dia 6 de Junho.
Com a presença da maioria dos Clubes do Distrito foi aprovado o Relatório e Contas da Gerência do ano de 2007.



Postado por JF (ADJCB)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Campeonato Nacional de Juvenis


Campeonato Nacional de Juvenis


Judo feminino mantém a tradição!

Realizou-se em Coimbra, no Pavilhão Multidesportos, no dia 1 de Junho de 2008, o Campeonato Nacional de Juvenis II masculinos, 14 anos, e Juvenis Femininos, 13 e 14 anos.


Mariana Milheiro
, C. U. Albicastrense, foi 1ª classificada, sagrando-se Campeã Nacional na categoria de +63 Kg.


Subiu também ao pódio Maria Monteiro, Academia de Judo C. Branco, que foi 3ª classificada nos –44 Kg. Estas medalhas são, concerteza, sempre significativas, contudo, neste caso, a sua conquista é especial, pois trata-se da primeira participação na prova rainha do Judo nacional. Tatiana Silvestre, Externato Alpedrinha, nos +63 Kg, acusou ainda alguma falta de experiência, facto que não a impediu de lutar até ao fim.


O sector masculino apresentou algumas dificuldades, no entanto o “Top Ten” foi conquistado por todos os atletas presentes, situação que transmite muitas esperanças para um futuro próximo. Também a sua participação, pela primeira vez no Campeonato Nacional, nível 1ª divisão, motivou ainda mais a continuidade da prática e a conquista por melhores resultados. José Águas, João Lopes e João Rafael, -50 Kg; Nuno Veríssimo, -55; João Marcelo, -73 Kg; e Fernando Monteiro, +81, foram os judocas que representaram a Academia de Judo de C Branco.

Postado por JF (ADJCB)

terça-feira, 20 de maio de 2008

juvenis apurados para Nacional e Open de Esperanças



Juvenis todos medalhados e apurados para Nacional;
Open de Esperanças


O Apuramento Zonal para o Campeonato Nacional de Juvenis II Masc. e Juvenis Fem. realizou-se no dia 17 de Maio em Ceira / Coimbra, conseguindo todos os judocas do Distrito de Castelo Branco o apuramento para participarem no Campeonato Nacional no início de Junho.
José Maria Águas nos –50 Kg foi 1º classificado sagrando-se Campeão da Zona Centro (Distritos de CBranco, Coimbra, Portalegre, Santarém e Leiria), ficando também apurados João Lopes 2º, João Rafael 3º, todos da Academia de Judo CBranco. Ainda na mesma categoria garantiu a presença no Nacional Tiago Antunes do Vitória de Sto António da Covilhã. Na categoria de – 55 Kg Nuno Veríssimo foi 3º e João Marcelo 2º nos –73 Kg a representar a Academia de Judo CBranco. Do mesmo clube Fernando Monteiro nos +81 Kg foi directamente apurado.
No escalão feminino, Maria Monteiro (Academia de Judo CBranco) foi 2ª classificada nos –44 Kg, sendo directamente apuradas Tatiana Silvestre nos –63 Kg do Externato de Alpedrinha e Mariana Milheiro do C. União Albicastrense nos +63 Kg.
As medalhas alcançadas tiveram concerteza um significado especial, pois tratou-se da primeira participação neste tipo de provas, abrindo horizontes para uma boa prestação no Nacional.

No dia 18 realizou-se em Torres Novas uma competição aberta para Esperanças, participando, do C. União Albicastrense, Carolina Gonçalves nos – 57 Kg, classificando-se em 3º lugar.

postado JF (ADJCB)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

AS ORIGENS DO JU-JITSU (c)


As Origens do Ju-jitsu


O Japão durante séculos viveu isolado do mundo.
Alguns historiadores japoneses afirmam que o ju-jitsu já existia no ano 660 AC. O registo mais antigo que se conhece sobre combate a mãos nuas refere-se a um combate realizado 230 AC, desenrolado perante o Imperador Suinin, em que Nomi No Sukume vence Taima No Kuemaya, matando-o aos pontapés.Tanto quanto se sabe, nenhuma regra bem precisa presidia a esses combates onde se utilizavam indistintamente técnicas de sumo, ju-jitsu e karate.
No entanto, o ju-jitsu, enquanto prática bem organizada, só aparece entre os séculos XIV e XVI.As artes marciais japonesas desenvolveram-se ao longo de um período de 700 anos, quando a classe militar dominava a política.
No século XV a civilização chinesa penetrou na Coreia e modificou profundamente a cultura nipónica.No Japão dirigido pelo Imperador, era o Shogun (governador militar) quem mandava. O país estava dividido em distritos militares pertencentes aos vassalos do Shogun, os Daymios, que eram guerreiros temíveis. Muitas armas eram utilizadas consoante as regiões ou classes sociais. Por vezes era necessário continuar a lutar somente com as mãos.
A influência da cultura chinesa no combate a mãos nuas foi considerável. A china aplicava métodos de luta aperfeiçoados, baseados na filosofia de Tao, na medicina e na ciência em geral. Os sábios consideravam o universo e tudo o que nele se encontrava como a união harmoniosa de duas forças contrárias: o yin e o yang. Mas nada no universo é somente yin ou yang, antes todas as coisas são simultaneamente yin e yang. Assim, nada é absolutamente estável ou fixo e o universo nunca está em repouso, procurando constantemente o equilíbrio entre as forças positivas e negativas. Foi com base nesta filosofia que os chineses desenvolveram dois métodos de combate: um positivo (ataque), outro negativo (defesa). Este último consistia em esgotar o adversário pela não resistência, podendo depois ser rapidamente dominado por um ataque positivo.
Esta teoria não foi imediatamente compreendida pelos japoneses que, com medo de perderem a confiança na sua força, depressa assimilaram e desenvolveram os atemis e alguns ataques directos. Estes métodos prevaleceram até ao século XVII. Depois, pouco a pouco, a técnica melhorou.
Aquando da criação do bushido, o ju-jitsu tornou-se realmente a “prática da ligeireza”. Até então os samurais tinham desprezado este género de luta, considerando-a só digna dos kachis, os que andavam a pé. Mas, pouco a pouco, a cultura budista influenciou o clima espiritual desta elite de guerreiros. Estes, os bushis, submetidos às regras de disciplina severas juram fidelidade a um código de honra muito rigoroso: o bushido, a vida dum guerreiro. Este código influenciou durante muito tempo o espírito dos nobres samurais e ensinou aos japoneses, até aos nossos dias, as suas virtudes cavalheirescas.
É sobretudo durante época Edo, (1615-1868), que o ju-jitsu formou a sua verdadeira essência.Quando o Shogunato de Edo unificou o país no início do século XVII, a estabilidade subsequente debilitou o espírito militar das bujutsu.Assim os praticantes de artes marciais aperfeiçoaram a sua técnica através do treino de kata, tentando simultaneamente, atingir um estado de mente ideal com base nos ensinamentos Zen e de Confúcio. Por outras palavras as bujutsu evoluíram para budo, que incluíam uma filosofia de adesão a um estilo de vida.
Novas escolas concentraram-se no treino de formas de combate mas usando armadura e espadas de bambu (shinai). Os samurais, para substituírem os campos de batalha, acorreram aos dojos. Foi um tempo de desenvolvimento da técnica e do espírito. As bases definitivas do que viria a ser o judo, estavam já lançadas. Assim, a escola Tenjinshinyo-ryu, classificou as técnicas de katame-waza (controle), shime-waza (estrangulamento) e de atemi-waza (golpes) que serão as primeiras bases de trabalho de Jigoro Kano.
De igual forma, o princípio do nage-waza (projecções), princípio da suavidade, eram a base da escola Yoshin-ryu (escola do coração de salgueiro), criada por Shirohei Akiyama.
Por fim, também os fundamentos da escola Kito-ryu, estão presentes no judo actual, através do Koshiki-no-kata.
Quanto ao espírito das técnicas, já constava também nos arquivos de muitas escolas antigas de ju-jitsu, onde se procurava mais a elevação humana que o combate real.
A escola Jikinshin-ryu, e mais algumas outras, tinham já adoptado a palavra “ju-do” antes que esta palavra se tornasse popular. Nela encontramos “do” que significa “via” da perfeição, e “ju”, princípio da “suavidade”, tanto físico como mental, onde já estava presente o pensamento chinês de E-hui, que vê o mundo num equilíbrio permanente entre o yang (princípio positivo) e o yin (princípio negativo), ou entre o “go” (duro) e o “ju” (suave).
Contudo cada escola guardava ciosamente os seus segredos e transmissão dos conhecimentos fazia-se quase sempre por via oral.
Este estado coisas prolongou-se até ao fim do período feudal, 1867.
A partir da última metade do século XVIII, o desejo de mudanças políticas e a pressão exercida por nações estrangeiras geraram um ressurgimento das bujutsu. Logo, as artes marciais passaram a ser ensinadas em escolas estabelecidas em domínios feudais por todo o Japão.
Também se praticava o jiu-jitsu em escolas famosas, todas elas promovendo o ideal expresso na frase “Ju, yoku go wo seisu” (o fraco pode sobrepor-se ao forte). As budo e as bujutsu quase desapareceram no início da Era Meiji (1868-1912). Com a restauração do imperador Meiji e o estabelecimento da Era Meiji o Japão abriu-se a todas as influências estrangeiras e rejeitou as suas próprias tradições. O Imperador Mutsu-Hito (1867-1912) introduziu no Japão a civilização ocidental.
Em poucos anos o país adoptou as ciências, artes e técnicas da Europa com um entusiasmo extraordinário.Em consequência tudo o que datava do velho regime foi considerado com mau olhar e as artes marciais foram abandonadas com desprezo. 1868 foi um ano terrível para todas as artes marciais.
As artes do budo perderam todo o prestígio no seu próprio país, suplantadas pela vaga de modernismo, muitas escolas de ju-jitsu desapareceram e os samurais são interditos no Japão. Os últimos mestres sobreviviam com muita dificuldade e completamente abandonados. Os maiores mestres da época ensinavam a sua arte a certos corpos especiais do exército assim como da polícia.
Mas esta fúria de viver à ocidental originou um relaxamento dos costumes e a tradição cavalheiresca desapareceu, levando com ela as artes marciais.
Foi nestes tempos difíceis que cresceu Jigoro Kano. O seu papel não se confinou a realizar somente uma síntese coerente de velhas técnicas esquecidas de ju-jitsu; ele lançou definitivamente a ideia de que as artes marciais ultrapassavam largamente o plano físico e aquilo que ele, agora, chamava “judo” (o sufixo “do”, a “via”, substituindo definitivamente “jitsu”, a “técnica”) podia ser um meio fantástico de desenvolvimento moral para o indivíduo em primeiro lugar, e para o conjunto da sociedade em seguida.
É este elevado ideal que evitará que esta velha arte marcial caia no esquecimento.




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domingo, 4 de maio de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

Ana Hormigo abre sala de Judo (a)



(b)
(Espaço recebe o nome do falecido seleccionador António Matias
(Ana Hormigo abre sala de judo
(A atleta olímpica e o treinador Abel Louro acabam de cimentar o projecto iniciado com a fundação de um novo emblema (AJCUA), num investimento de 15 mil euros, “sem apoios”.
Um tributo a António Matias. A Escola de Judo Ana Hormigo, projecto inserido na orgânica da Associação Judo Clube União Albicastrense (AJCUA), funciona oficialmente desde o último sábado nas novas instalações da Urbanização Quinta da Carapalha (entre a 2ª e a 3ª rotunda) e a sala da modalidade recebe o nome do malogrado treinador, vítima de morte súbita no início do ano.
(Depois de lhe ter dedicado a medalha de bronze do último Europeu, a atleta olímpica albicastrense e o companheiro Abel Louro (técnico e presidente da jovem agremiação) eternizam a admiração pelo ex-seleccionador nacional da equipa feminina com a atribuição do seu nome ao funcional espaço. A cerimónia contou com a presença da viúva do professor (Cristina Matias, também ela uma acompanhante do percurso da judoca de Castelo Branco) e dos filhos.
(O António Matias foi um segundo pai para a Ana. É uma atleta de topo muito pelo trabalho que ele desenvolveu. Fê-la sempre acreditar nas suas capacidades”, vincou Abel Louro no decurso da inauguração da sala. Um reconhecimento vincado também na primeira pessoa: “sempre senti o seu apoio, mesmo quando saí da Academia e abracei este projecto. A sua permanente preocupação em saber como é que me encontrava, encurtou muito as distâncias de quem desenvolve a sua preparação no Interior”, considerou Ana Hormigo.
(A nova sala de judo de Castelo Branco resulta de um investimento particular de Abel Louro e Ana Hormigo, “e de muita colaboração dos pais dos atletas”. Custou qualquer coisa como 15 mil euros para montar e “até à data não tivemos qualquer apoio neste projecto”. São já mais de duas dezenas de jovens que aprendem o judo na escola da olímpica portuguesa. A atleta sente que a medalha do Europeu de Lisboa e o apuramento para os Jogos começa a despertar o interesse da prática judoca às crianças: “ainda é tudo muito recente, mas estão a aparecer jovens e espero que venham ainda mais”. Uma infra-estrutura onde os mais novos vão poder fazer a iniciação e aperfeiçoamento. E mais: “aprender as regras, conviver com os colegas, respeitar os adversários. Valores muito importantes, especialmente para as crianças”, refere Hormigo. A sala de judo funciona diariamente, nesta primeira fase a partir das 18h30.
(Prestígio. O presidente da Câmara de Castelo Branco realçou, no último sábado, “o prestígio que a Ana Hormigo tem dado à nossa terra”. Joaquim Morão não esqueceu “aqueles como o professor Matias, e outros, que contribuíram para o sucesso da atleta”. “As instituições fazem-se do que valem as pessoas e a autarquia mantém toda a disponibilidade para as apoiar”, frisou o edil.
(À semelhança da Câmara, também a Junta de Freguesia de Castelo Branco vai prestar uma homenagem a Ana Hormigo. “Falta apenas encontrar uma data”, adiantou Jorge Neves, durante uma cerimónia que contou também com a presença de António Moraes, “um dos fundadores e impulsionadores do judo no distrito”, como salientaram os anfitriões.
E depois de Pequim?
(É o treinador Abel Louro que dirige tecnicamente a Escola de Judo Ana Hormigo. A atleta tem que concentrar nesta fase todas as atenções e esforços na preparação para os Jogos Olímpicos. É no espaço inaugurado na Carapalha que a internacional realiza os seus treinos em Castelo Branco.
(Posteriormente, pretende dispensar uma maior atenção aos alunos. E depois de Pequim, questionámos Ana Hormigo: “ainda não há uma decisão. Inicialmente, a minha ideia era encerrar a carreira ao mais alto nível nos Jogos Olímpicos e dedicar-me aos projectos que tenho aqui. Mas as pessoas têm-me procurado demover dessa ideia. Não sei…”.



(a)Texto tirado do Jornal "A Reconquista",
Por:
Artur Jorge)
(b) fotografias de Abel Louro